terça-feira, 17 de agosto de 2010

Asneiras não pagam imposto


Para quem sente uma sensação de recomeço, a cada chuva, faz muito bem ao corpo e as ondas cerebrais, criar um novo ambiente em seu espaço, sua moradia. Trocar móveis de lugar é um tremendo luxo que liberta os radicais que não tinham nada de livres, deixa a ansiedade totalmente fora de foco - como minha visão desacostumada a um certo óculos mutiisso, multiaquilo, um saco -, recoloca o raciocínio pela aceleração do olhar sob opções geométricas, novos ângulos inconscientemente abrem outras portas - e janelas - para contemplar a vida. Ficar rodando com uma certa poltrona que se quer jogar fora, mas é muito estimada, é um exercício de amor ao que nos cerca, faz parte de nossa vida, até dar-lhe o devido lugar, onde fica suntuosa, assim como tantos objetos. Depois, uma boa vassoura, água, pano e sabão, em tudo, por tudo, até chegar o gostoso cansaço temperado com suadouro. Mudar é sempre bom. Mas, ter consciência é muito melhor. Deixar de fumar é muito mais difícil. Melhor não experimentar. Essa postagem não tem o menor compromisso em ter fundamento, nenhuma pretensão, apenas um exercício de relaxamento. Quem não precisa arejar a mente? Aliás, na minha infância - faz tempo... - existia um programa de rádio chamado "Asneiras não pagam imposto".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

VOGUE ESTADOS UNIDOS NO MELHOR ESTILO RETRÔ











EDITORIAL DO JORNAL A FOLHA DESTA SEXTA


Sociedade precisa buscar
maior organização e força

Um dos males da sociedade santiaguense é aceitar a taxação de que não é participativa nos movimentos sociais. Essa lavagem cerebral interessa à manutenção no poder de apenas figurinhas carimbadas, como se todo o grande restante não tivesse tanta ou mais competência para ter voz mais ativa e exercer seu direito de cidadania, de polícia e de participação acima de interesses politiqueiros. Lembro que em determinada ocasião, quando se discutia na Câmara de Vereadores, a retirada da Justiça do Trabalho de Santiago, um líder da situação e um suposto oposicionista falaram uníssonos, sobre o fato de Santiago não ter nenhuma tradição de participação, adesão pela luta de seus interesses coletivos. Pois danaram-se, a partir do único veículo de comunicação que estimulou a reação das grandes entidades e empresas de diversas áreas, universidades, sob a campanha com o slogan “A Justiça do Trabalho é Nossa. Abrace Essa Ideia”. O veículo foi seu corajoso Jornal A FOLHA, que aliás nada mais fez que cumprir sua obrigação elementar. E nossa vasta legião de leitores, por sinal, cidadãos esclarecidos e conscientes de seus direitos, deram uma grande demonstração de força ocupando as dependências do Legislativo e toda a quadra em frente ao prédio, conforme registramos em fotos e filmagem. Apenas esse exemplo, demonstra que os santiaguenses devem, novamente, responder a quem reduz sua força, absolutamente conscientes que seu voto é secreto. Gente boa e má, honesta e corrupta é vista em todos os partidos políticos. Portanto, demonstre que você também é santiaguense votando em uma proposta mais qualificada e, acima de tudo, melhor para toda a comunidade. Dispense tapinha nas costas, tradicionais apertos de mãos, pois nesse período quem te aplaude, depois da eleição, pode te virar as costas. Pense muito bem, pois votar é traçar o destino de teus filhos.
Jorge Bitencourt - Jornalista

COLUNA DOUTOR AUGUSTO ANTONIO BIERMANN PINTO NA FOLHA DESTA SEXTA


Direito à Informação
na “Sociedade de Risco”



A sociedade humana passa por evoluções e revoluções, onde os patamares costumeiros e tecnológicos são continuamente alterados. A modernidade, com sua explosão tecnológica e científica, parece oferecer às pessoas, em todos os setores, oportunidades de uma existência segura e gratificante se comparada ao período pré-moderno. Porém, os riscos gerados pelo próprio desenvolvimento são, na sua maioria, desconhecidos, e lançam problemas antes desconsiderados, que são capazes, ao menos em tese, de colocar em risco toda a sociedade. Questões, como por exemplo, a utilização de energia nuclear, a criação de espécies transgênicas, os novos materiais sintéticos desenvolvidos pela indústria química, a exploração do petróleo em águas profundas (ainda não se controlou totalmente o vazamento de petróleo no Golfo do México, mais de três meses após o início) despertam polêmica, ante a incerteza científica sobre seus possíveis efeitos nocivos. Ao atual estágio da Sociedade o sociólogo alemão Ülrich Beck denominou “Sociedade de Risco”, pois a sociedade estaria se organizando não mais em função de certezas, mas sim de riscos. A grande questão que se coloca, nesse sentido, é quem decide quais os riscos e quais os limites de risco que a Sociedade quer ou está disposta a correr, em nome do desenvolvimento econômico e tecnológico. A rigor, quem deveria decidir seria própria sociedade organizada, conhecedora e informada dos riscos de determinadas atividades e empreendimentos. Contudo, temos assistido a um comportamento passivo e omisso por parte da Sociedade, muito por falta de informação. Empresas privadas não têm interesse em discutirem os riscos de suas atividades e o setor público não parece estar sendo capaz de fazê-lo, como deveria. Resta, então, ao Judiciário, tentar, dentro dos limites dos textos legais, muito mais lentos do que os fatos sociais, interpretar, em casos particulares, o que deveria ser discutido e cobrado pela população. Nesse sentido, é preciso que a população se organize e procure se informar melhor sobre o que consome e é produzido, exigindo do Estado e do setor privado a necessária e correta informação. Como destinatária dos riscos, cabe somente à Sociedade decidir se quer, ou não, corrê-los.

COLUNA DO DOUTOR ROGÉRIO ANÉSE NA FOLHA DESTA SEXTA


Explicando a Taxa de Câmbio

A partir desta semana decidi começar uma série de textos para tentar explicar de maneira simples, conceitos ou indicadores da economia. Neste primeiro, vou apresentar o conceito de Taxa de Câmbio e como ela é determinada no Brasil. Todos os dias os jornais e telejornais informam o valor em Reais de um Dólar norte-americano, esta é a taxa de câmbio (ou troca) de um Dólar (US$) por um Real (R$), ou seja o preço da moeda estrangeira em relação à moeda nacional. Existem taxas de câmbio em relação a todas as moedas as quais o Brasil tem transações e são determinadas sempre em função do mercado das mesmas. Assim, o que determina o valor da taxa (ou preço) é a oferta e demanda desta moeda no mercado local. A oferta de dólares, por exemplo, é dada pela entrada de moeda na economia brasileira, via exportações, turistas, empréstimos e investimentos e a demanda é a quantidade que os brasileiros ou estrangeiros aqui estabelecidos precisam para as importações, viagens internacionais, pagamento de empréstimos/juros e saída dos investimentos. Assim, com a interação entre os que precisam comprar (demanda) e os que vendem (oferta) é que se determina a taxa de câmbio no Brasil e, atualmente, é apenas intermediada pelo Banco Central, que não tem nenhuma política especifica de controle deste preço, ficando o mesmo suscetível às flutuações do mercado (oferta e demanda). Por isso que, a taxa de câmbio tem um preço a cada dia e, dependo das demais condições da economia, o Real (R$) pode ficar valorizado em relação ao Dólar (ou a outras moedas), ou seja, a necessidade de menos Reais para comprar um Dólar ou desvalorizado com o preço do Dólar aumentando. Uma variável que tem influência direta na taxa de câmbio é a taxa de juros da economia, pois a mesma é que estimula (se estiver levada) ou afugenta (se estiver baixa) os investidores e especuladores que trazem Dólar para o Brasil, em busca de rendimentos. Por isso, não adianta os exportadores cobrarem do governo ações para conter a valorização do Real, que acaba afetando as exportações, porque, dede 1999 a taxa de câmbio é flutuante (depende do mercado) no Brasil e o governo apenas faz algumas intervenções disfarçadas, nos casos mais extremos.

COLUNA MÉDICA SÔNIA NICOLA NA FOLHA DESTA SEXTA


Sexualidade e gravidez

A mulher grávida vive um estado psicológico totalmente diferente da não grávida, ela irá vivenciar uma série de incertezas, o que gerará uma série de angústias. Ao longo da gestação, uma série de fantasias estão operando, umas mais conscientes e outras inconscientes. Algumas dessas fantasias são mais características de determinada fase da gestação. Angústias mais profundas e outras mais superficiais (econômicas, responsabilidades, aprovação da família, etc.) terão que ser defrontadas e expressadas pela gestante. Muitas vezes, essas angústias serão mal expressas e cabe ao ginecologista obstetra, dotado de habilidade e compreensão, fazer com que a grávida entenda estas mudanças.
Também devemos levar em conta as condições psicológicas do parceiro sexual (pai), em relação à continuidade da vida sexual do casal durante a gravidez. Algumas colocações precisam ser feitas:
1- Existem muitos tabus e desinformação em relação a sexo na gravidez.
2- Nos três primeiros meses da gravidez há diminuição do apetite sexual e da frequência da relação, principalmente, porque a preocupação da mulher é dirigida às mudanças geradas em seu corpo.
3- Após o quarto mês de gravidez, poderá haver até um aumento da atividade sexual, desde que seja uma gravidez sem riscos.
4- No final da gestação novamente diminui a vontade de ter relação, devido ao tamanho do abdômen e a sensação de estar pouco atraente ao cônjuge.
5- Salvo raríssimas situações, como risco de abortamento, não existiria um porquê de se ter que mudar a sexualidade do casal, sua frequência de relações, nos seus desejos e nos seus orgasmos.
E o que ocorre no pós parto? Vários estudos demonstram diminuição do apetite sexual, porque o foco maior da mulher agora é o recém-nascido à amamentação e, ainda temos neste período, a preocupação com a diminuição do peso e o retorno a forma física anterior à gravidez. A amamentação não impede a mulher de manter atividade sexual, muito pelo contrário, nesta fase até a intensidade dos orgasmos podem ser maiores. O modelo de atuação da mulher frente ao sexo em qualquer fase de sua vida tem que partir do real, dos mitos culturais e de fatores biológicos. É uma discussão ampla de como conciliar os papéis de mulher-amante e mulher-mãe, e, atualmente, mulher-profissional.

MINISTÉRIO PÚBLICO AGE PARA RST 377 SAIR DO MARASMO

Ministério Público determina
reinício de trabalhos na 377


Diante da relevância do tema, o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Santiago e Promotoria de Justiça da Comarca de Tupanciretã, comunica à comunidade local e regional, que tramitam nas referidas Promotorias de Justiça procedimentos investigatórios com o objetivo de apurar as condições da Rodovia RST 377, nos territórios das Comarcas de Santiago e Tupanciretã, inclusive quanto à segurança do tráfego, sendo que, no dia 6, na sede do DAER, em Porto Alegre, houve, em reunião, o compromisso daquele órgão estadual e da empresa contratada perante o Ministério Público em retomar as obras de recuperação e finalização daquela rodovia no prazo de 20 dias para o reinício dos trabalhos.
Na hipótese de descumprimento desse compromisso, o Ministério Público irá adotar as pertinentes medidas judiciais tendo em vista o péssimo estado e condições de tráfego daquela rodovia. Era o que cabia informar, comunica Daniel Cozza Bruno, Promotor de Justiça, titular da Promotoria de Justiça Especializada de Santiago.